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Higiene Íntima Feminina

Higiene Íntima Feminina

Muitas mulheres não consideram a higiene íntima como distinta da sua rotina de higiene comum. No entanto, uma higiene íntima adequada requer hábitos específicos que são essenciais no controlo e prevenção de infeções, já que a zona íntima feminina é delicada e propensa a infeções e irritações.


Conhecer o seu corpo e as fases do ciclo menstrual torna-a mais capaz para adotar uma higiene íntima diária adequada.


Para tal, é importante assumir as características específicas dos genitais femininos:

pH: Antes da puberdade e depois da menopausa o pH é quase neutro, embora na fase reprodutiva da mulher seja ácido. O pH varia com a idade e o ciclo menstrual e depende do nível de hormonas e de Lactobacilos (microrganismos protetores naturalmente presentes na zona íntima). Variações de pH podem afetar a mucosa vaginal, contribuindo para o aparecimento de infeções, irritações e inflamações.
Odor e Corrimento: É perfeitamente normal ter um corrimento claro/branco. Este é produzido nas glândulas do colo do útero e funciona como um lubrificante natural que mantém a vagina húmida e um ambiente limpo e saudável. Cada mulher é diferente, por isso há umas que produzem em maior quantidade do que outras. A produção de corrimento também é influenciada pela fase do ciclo menstrual em que a mulher se encontra.


Antes da menstruação, o corrimento poderá ser em maior quantidade do que o normal, podendo até adquirir uma consistência mais espessa. O odor poderá ser mais intenso devido ao aumento da concentração de glândulas sebáceas. Nesta fase do ciclo menstrual, o odor e o corrimento não devem suscitar cuidados de limpeza excessivos, sob pena de agredir a mucosa.


Assim, como deve ser feita a higiene?


Em matéria de higiene, os excessos são prejudiciais. Para uma higiene íntima saudável siga estas dicas:

1. Lave com água corrente.
2. Utilize produtos de pH adequado: respeitam as características do órgão genital feminino, evitando o desenvolvimento de irritações, infeções e inflamações.
3. Evite fórmulas perfumadas: são mais propicias a causar alergias.
4. Evite lavar com sabonetes normais quando apresenta uma infeção vaginal ou algum desconforto: podem pioram os sintomas.
5. Faça uma higiene cuidada apenas na parte externa, privilegiando as fórmulas líquidas.
6. Evite lavagens internas (duches vaginais) ou em excesso: perturbam o equilíbrio do pH da vagina e da zona íntima que, por sua vez, agravam outros problemas como o mau odor, secura vaginal e infeções vaginais recorrentes. O ideal é lavar-se 1-2 vezes ao dia e, sempre que possível, após a prática de exercício físico.
7. Ao limpar-se ou lavar-se, faça os gestos no sentido da vagina para o ânus: diminui a probabilidade da entrada de bactérias da flora intestinal nos aparelhos sexual e urinário feminino.
8. Utilize toalhitas específicas para a higiene íntima, mas apenas esporadicamente (ex.: viagens).
9. Evite roupa interior sintética e apertada. Privilegie a de algodão que favoreça a ventilação local: mantém a integridade e função da pele da região genital.
10. Durma com roupa interior larga.
11. Troque diariamente a roupa interior.
12. Não utilize pensos diários: caso precise (menstruação, corrimento, incontinência), troque-o pelo menos, a cada 4 horas. Prefira pensos sem película plástica.

 

O conhecimento das funções da pele e da sua manutenção, a escolha de produtos de higiene e vestuário apropriados, a utilização assertiva de protetores de roupa interior e a frequência e a qualidade da higiene íntima são os pilares para uma higiene genital adequada que promova a saúde e o conforto da mulher em qualquer altura da sua vida.


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Dra. Maria João Afonso
Farmacêutica

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